O trabalho braçal é a base da economia em muitos municípios do Leste de Minas Gerais. No entanto, o esforço repetitivo exigido tanto na lida do campo quanto nas linhas de produção pode resultar em dores crônicas e incapacitantes.
Uma das condições mais frequentes que levam o trabalhador a buscar o auxílio do governo é a Epicondilite lateral em serviços manuais e fábricas, também conhecida popularmente como “cotovelo do trabalhador”.
Para quem vive e trabalha na nossa região, entender que essa inflamação nos tendões não é um desgaste natural da idade, mas sim uma possível doença ocupacional, é o primeiro passo para garantir o sustento durante um período de afastamento necessário.
O que é a Epicondilite lateral em serviços manuais e fábricas?
A epicondilite lateral é uma inflamação dos tendões que ligam os músculos do antebraço à parte externa do cotovelo. Ela é causada principalmente por movimentos de torção, preensão e levantamento de carga executados de forma contínua.
Na microrregião de Governador Valadares, trabalhadores de cidades como Alpercata, Periquito, Galileia e Fernandes Tourinho estão constantemente expostos a esses riscos.
Seja no manejo de ferramentas manuais na agricultura ou operando máquinas em pequenas fábricas de laticínios e móveis, o impacto nos braços pode gerar uma dor que irradia até o pulso, impedindo até mesmo tarefas simples como segurar uma xícara ou apertar a mão de alguém.
Como comprovar o direito ao benefício no INSS?
Para que o morador da região de Valadares consiga o reconhecimento da Epicondilite lateral em serviços manuais e fábricas perante o INSS, a documentação médica precisa ser impecável. O perito avaliará se a lesão realmente impede o exercício da sua atividade profissional habitual.
Os documentos fundamentais para a perícia incluem:
- Relatório médico detalhado: O médico deve descrever a limitação funcional e a relação da doença com o tipo de esforço feito no trabalho.
- Exames de imagem: Ultrassonografia do cotovelo ou ressonância magnética são provas físicas da inflamação.
- Ficha de EPI e descrição de cargos: Documentos que ajudem a mostrar que o ambiente de trabalho (fábrica ou lavoura) exigia o movimento repetitivo causador da lesão.
Muitos trabalhadores de cidades menores como Fernandes Tourinho ou Galileia enfrentam dificuldades extras quando o INSS nega o benefício alegando que a doença é degenerativa.
Nestes casos, provar o nexo causal — ou seja, que o trabalho foi o gatilho da lesão — é o que garante o direito ao auxílio-doença acidentário e à estabilidade no emprego.
Direitos garantidos: Do auxílio ao Auxílio-Acidente
Além do afastamento temporário para tratamento, o trabalhador que desenvolve epicondilite lateral pode ter outros direitos.
Se, após o tratamento e o retorno ao trabalho, restar uma sequela que reduza a capacidade de exercer a função com a mesma agilidade de antes, pode ser cabível o pedido de Auxílio-Acidente.
Este é um benefício indenizatório que paga 50% do valor do salário de benefício mensalmente, permitindo que o trabalhador continue trabalhando e receba esse valor como uma compensação pela limitação física sofrida.
O caminho para conseguir esses direitos em Governador Valadares pode ser burocrático, especialmente quando o trabalhador rural ou de pequena indústria não possui todos os registros de saúde devidamente organizados.
Por isso, a análise técnica de cada caso é indispensável para evitar meses de espera sem remuneração.
Se você está sofrendo com dores constantes no cotovelo causadas pela sua rotina de trabalho, não deixe sua saúde e seus direitos de lado.
Para entender como proceder com o seu pedido de benefício ou recurso no INSS, clique aqui para falar com Nayara do Carmo, que é advogada previdenciarista.
Este artigo foi útil para você? Se você conhece alguém em Periquito ou Alpercata que trabalha com esforço repetitivo e sente dores nos braços, compartilhe este conteúdo! Você gostaria de saber quais são as chances de converter um benefício comum em acidentário para garantir o seu FGTS?



