Quem trabalha no setor de serviços sabe que a repetição é parte do dia a dia. Seja operando o caixa em um supermercado no bairro Ilha dos Araújos ou organizando estoques nas lojas da Rua Israel Pinheiro, o esforço contínuo dos punhos pode gerar graves problemas de saúde.
Entre as queixas mais comuns nos consultórios da região, destaca-se a Síndrome do Túnel do Carpo no comércio de Governador Valadares, uma condição que começa com um formigamento leve, mas que pode evoluir para a perda total da força nas mãos.
Para o comerciário valadarense, entender que essa dor não é “apenas cansaço” é o primeiro passo para garantir proteção previdenciária.
Por ser frequentemente associada a movimentos repetitivos (LER/DORT), essa síndrome pode dar direito a afastamentos remunerados e até indenizações, dependendo do impacto na capacidade de trabalho.
O que causa a Síndrome do Túnel do Carpo e como identificar?
A síndrome ocorre quando o nervo mediano, que passa pelo punho, é comprimido. No contexto do comércio, as principais vítimas são operadores de checkout, digitadores e profissionais de logística que realizam movimentos de flexão e extensão do pulso de forma ininterrupta
Os sintomas costumam piorar à noite e incluem:
- Dormência e formigamento no polegar, indicador e dedo médio;
- Sensação de “choque” que sobe pelo braço;
- Dificuldade para segurar objetos pequenos ou abotoar roupas.
O impacto da Síndrome do Túnel do Carpo no comércio de Governador Valadares
Governador Valadares é um polo comercial de destaque no Leste de Minas Gerais. Milhares de trabalhadores atuam diariamente em grandes redes e no comércio de rua, muitas vezes sem a ergonomia adequada.
A incidência da Síndrome do Túnel do Carpo no comércio de Governador Valadares tem gerado um aumento no número de pedidos de auxílio-doença na agência local do INSS.
Quando a doença é causada pelas condições de trabalho, ela é classificada como doença ocupacional. Isso é extremamente importante, pois o trabalhador passa a ter direitos diferenciados, como o depósito do FGTS durante o afastamento e a estabilidade de 12 meses após retornar ao emprego.
Direitos Previdenciários: Auxílio-Doença e Auxílio-Acidente
Se o médico recomendar o afastamento por mais de 15 dias, o trabalhador deve agendar a perícia médica. Em Valadares, o segurado deve estar atento à documentação para evitar o indeferimento.
- Auxílio por Incapacidade Temporária (B91): Destinado a quem precisa parar de trabalhar temporariamente. Por ser acidentário (doença do trabalho), garante direitos trabalhistas extras.
- Auxílio-Acidente: Se após a recuperação você ficar com uma sequela que reduza sua capacidade de trabalho (como a perda de força permanente para carregar peso), você pode ter direito a um benefício mensal pago pelo INSS enquanto continua trabalhando.
Para comprovar o nexo causal em nossa região, é fundamental apresentar exames como a Eletroneuromiografia, que pode ser realizada em clínicas especializadas no Centro de Governador Valadares, servindo como prova técnica incontestável na perícia.
Como garantir o seu benefício sem erros
A perícia do INSS costuma ser rigorosa com doenças de esforço repetitivo. Muitas vezes, o perito entende que a lesão é “degenerativa” e não “ocupacional”, o que retira do trabalhador o direito à estabilidade e ao FGTS.
Por isso, ter um prontuário médico bem estruturado e o apoio de um especialista que entenda a realidade das empresas locais é crucial para o sucesso do pedido.
Se você sente dores constantes, não ignore os sinais do seu corpo. Buscar orientação jurídica antes mesmo de dar entrada no pedido pode evitar meses de espera e recursos judiciais cansativos.
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